Envolvido em uma série de denúncias de mau uso do dinheiro público ao
longo de sua trajetória política, o senador Cícero Lucena,
pré-candidato a prefeito de João Pessoa pelo PSDB, voltou a ser alvo da
imprensa nacional neste sábado (18).
Depois de denunciar a prática de contratação de servidores fantasmas, o Globo, um dos mais conceituados veículos de comunicação do País, revela, em pleno sábado de Carnaval, um novo escândalo envolvendo o senador paraibano.
De acordo com O Globo, Cícero emprega em seu gabinete político, na Paraíba, seu advogado pessoal, com salário mensal de R$ 8,1 mil. O detalhe é que, segundo a reportagem, o servidor não fica no escritório do parlamentar, pois, diariamente, dá expediente no escritório de advocacia do qual é sócio.
Depois de denunciar a prática de contratação de servidores fantasmas, o Globo, um dos mais conceituados veículos de comunicação do País, revela, em pleno sábado de Carnaval, um novo escândalo envolvendo o senador paraibano.
De acordo com O Globo, Cícero emprega em seu gabinete político, na Paraíba, seu advogado pessoal, com salário mensal de R$ 8,1 mil. O detalhe é que, segundo a reportagem, o servidor não fica no escritório do parlamentar, pois, diariamente, dá expediente no escritório de advocacia do qual é sócio.
Senador Cícero Lucena emprega seu advogado em gabinete
Na quinta-feira, o GLOBO revelou que Cícero presenteou uma outra
amiga. A empresária Jacquelyne de Lucena Aguiar foi nomeada assistente
parlamentar em 22 de junho de 2011 e se casou dia 25 do mesmo mês. Ela é
filha do segundo suplente de Cícero no Senado, João Rafael de Aguiar.
Depois que o GLOBO noticiou que ela não comparecia para trabalhar, a
Secretaria de Recursos Humanos do Senado enviou uma nota à redação na
qual afirma que ela seria desligada da Casa por abandono de emprego,
embora a legislação deixe claro que o abandono se caracteriza por 30
dias de afastamento do funcionário, sem justificativa. No caso dela,
foram oito meses.
O advogado é amigo de longa data de Cícero. Quando o senador era prefeito de João Pessoa, Agra foi procurador-geral do município, de 2002 a 2004. Depois, atuou na campanha de Cícero ao Senado, em 2006. Uma vez eleito, o senador voltou a dar ao amigo um cargo em comissão no Congresso. A nomeação do assessor foi publicada em boletim suplementar.
Mesmo como assistente parlamentar, pago pelo Senado, Agra continuou atuando em seu escritório de advocacia, defendendo clientes, incluindo o senador. Em dezembro do ano passado, foi ele o advogado de Cícero quando o Tribunal de Contas da União (TCU) considerou irregular um contrato celebrado pelo então prefeito de João Pessoa com a Funasa para a construção de 237 melhorias sanitárias domiciliares. O TCU condenou Lucena a devolver R$ 82,3 mil e o multou em R$ 10 mil.
O GLOBO telefonou nesta sexta-feira para o escritório do advogado, por volta de 16h. A secretária disse, em conversa gravada, que Agra saíra, mas garantiu que ele trabalha todos os dias no local. A assessoria do senador confirmou que Agra trabalha para ele “há mais de dez anos”. Segundo a assessoria, o advogado atende o senador a qualquer hora. Ao justificar o pagamento do profissional com dinheiro do Senado, a assessoria informou que ele presta consultoria jurídica a Lucena e o assessora juridicamente em projetos. Segundo a assessoria, ele “é um dos que mais trabalham” para o senador.
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O advogado é amigo de longa data de Cícero. Quando o senador era prefeito de João Pessoa, Agra foi procurador-geral do município, de 2002 a 2004. Depois, atuou na campanha de Cícero ao Senado, em 2006. Uma vez eleito, o senador voltou a dar ao amigo um cargo em comissão no Congresso. A nomeação do assessor foi publicada em boletim suplementar.
Mesmo como assistente parlamentar, pago pelo Senado, Agra continuou atuando em seu escritório de advocacia, defendendo clientes, incluindo o senador. Em dezembro do ano passado, foi ele o advogado de Cícero quando o Tribunal de Contas da União (TCU) considerou irregular um contrato celebrado pelo então prefeito de João Pessoa com a Funasa para a construção de 237 melhorias sanitárias domiciliares. O TCU condenou Lucena a devolver R$ 82,3 mil e o multou em R$ 10 mil.
O GLOBO telefonou nesta sexta-feira para o escritório do advogado, por volta de 16h. A secretária disse, em conversa gravada, que Agra saíra, mas garantiu que ele trabalha todos os dias no local. A assessoria do senador confirmou que Agra trabalha para ele “há mais de dez anos”. Segundo a assessoria, o advogado atende o senador a qualquer hora. Ao justificar o pagamento do profissional com dinheiro do Senado, a assessoria informou que ele presta consultoria jurídica a Lucena e o assessora juridicamente em projetos. Segundo a assessoria, ele “é um dos que mais trabalham” para o senador.
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